terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Se voce ficar procurando razões para não ficar com alguem, voce sempre ira acha-las... e eu axo, em algum ponto, que talvez voce devia se deixar levar, dar seu coração o que ele merece.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Que nesse novo ciclo, possamos amar mais. A mesma pessoa, várias pessoas, não importa. Que possamos entender que amor é que nem água em nascente – ele continua brotando, independente do quanto já usamos dele. Amor é recurso renovável.

Que paremos de arrumar desculpas e comecemos a arrumar soluções. O problema existe, é um fato, disso todo mundo sabe. Mas o que você pretende fazer com ele?

Que consigamos nos desprender das definições que limitam – não importa, por exemplo, se ele é hétero, homo, ou bi. A definição não faz diferença alguma, quando se enxerga a pessoa por trás do conceito. Tentar infinitamente definir é a forma mais eficiente de limitar o outro.

Que possamos agradecer mais, e reclamar menos. Parecemos um bando de crianças mimadas quando deixamos de reconhecer as coisas boas, para reclamar das ruins. Se desafiar a passar um dia inteiro sem reclamar é uma ótima forma de percebermos o quanto somos ranzinzas.

Que possamos saber para onde estamos indo, ou que pelo menos nos esforcemos para trilhar uma rota. Deixar a vida levar é uma das formas mais eficientes de se tornar uma pessoa da qual você não gosta no futuro. Ideias e intuições circulam diariamente no cosmos – se sua antena está desligada, elas passam, e continuam na rota até que um outro alguém, mais atento, as absorva.

Que possamos romper com o que foi estabelecido anos atrás, e que não faz mais sentido hoje. Se prender a uma tradição que não faz sentido nenhum para você é uma forma de se aprisionar e de perder seu maior bem - a liberdade.

Que possamos pensar mais no outro, inclusive em quem escolhemos para caminhar ao lado. Que paremos de tentar transformar o outro em um personagem que se encaixa no nosso molde de perfeição, e possamos ser mais humildes para entender que devemos respeito à identidade alheia.

Que consigamos ser mais livres no sexo, de forma a entender que se algo te faz bem, então está tudo certo. Que possamos ver o sexo não como uma forma de satisfazer uma necessidade física, mas como uma forma de se conectar o outro e, principalmente, conhecer mais sobre quem você é. Que possamos jogar de vez na lixeira a ideia de que sexo é sujo, é tabu, que tem que ser falado em voz baixa. Hipócrita é aquele que fala mal de algo que faz e gosta muito.

Que possamos ter a chance de nos aconchegar mais. Aconchego anda escasso nos dias de hoje em que as coisas são superficiais de mais, fugazes de mais. Que possamos enxergar que comida não é a única coisa capaz de nos alimentar – a alma sente fome também.

Que possamos não nos perder diante de tantas possibilidades. Que possamos controlar nossa ansiedade para fazer escolhas, e que as façamos de uma forma serena e consciente, antes que transformemos os nossos relacionamentos e nossa vida em jogos de loteria.

Que possamos perdoar muito mais e conseguir a sabedoria para virar a página. Perdoar fica muito mais fácil quando entendemos que a vida é como uma faculdade – ninguém sabe de nada, e estamos aqui aprendendo todos os dias. Pra uns algumas matérias são mais fáceis, para outros mais difíceis. Respeitar as virtudes é coisa fácil – difícil mesmo é respeitar os erros.

Enfim, que possamos entender que a virada no calendário não muda nada se não mudarmos primeiro. Que possamos aprender cada dia a mais que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo e nos lembrar que a vida é bela, mas que ela está sempre por um triz.

por Jaque Barbosa

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012.

E começam as promessas de ano novo..

Pra esse ano, apenas quero ser feliz.
Pra mim basta.
Nao importa como, nem porque, apenas ser feliz.. Simples, facil e sem dor.

Bom Ano *-*

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras.
Desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.
Nó aperta, laço enfeita. Simples assim.

Caio Fernando Abreu

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sam: É como nas grandes histórias Senhor Frodo, as realmente importantes. Eram cheias de perigo e de escuridão e as vezes não queríamos nem saber o final, por que como o fim poderia ser feliz? Como um mundo poderia voltar a ser o que sempre foi quando tanta coisa aconteceu?
Mas no final é algo que passará. Essa sombra, até mesmo a escuridão acabará. Um novo dia virá!
E quando o sol nascer ele brilhará ainda mais.
Essas são as histórias que ficavam com a gente, que significavam alguma coisa, mesmo quando era pequeno demais pra entender o porque. Mas eu acho Sr. Frodo que eu entendo. Agora eu ja sei, as pessoas daquelas histórias tiveram muitas chances pra desistir mas não desistiram. Elas foram em frente, por que estavam se agarrando a alguma coisa.

Frodo: A que estamos nos agarrando Sam?

Sam: Que há algo de bom nesse mundo Senhor Frodo e que vale a pena lutar!


The Lord of the Rings

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quando o amor vos chamar, segui-o. Apesar do seu caminho ser duro e íngreme. E quando suas asas vos envolverem, abraçai-o, apesar de sua espada escondida entre suas pernas poder feri-los. E quando ele falai convosco, acreditai nele. Apesar de sua voz poder esfalecer vossos sonhos como o vento norte arruína o jardim. Pois quando o amor vos coroa, ele também vos crucifica. Mesmo sendo para vosso crescimento vos poda.
O amor não dá além de si mesmo. O amor não possui, nem é possuído; pois o amor é suficiente ao amor. E não pensais que podeis dirigir o curso do amor, pois o amor, se achar que mereceis, dirige o vosso curso.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Você se encaixa em mim de um jeito difícil de explicar. Você vai organizando seu corpo de forma que todas as partes dele, se encostam nas minhas.

O seu braço comprido passa por debaixo da minha nuca, no vão exato da curvinha do meu pescoço. Acho que às vezes seu braço deve formigar por ser esmagado pela minha cabeça – mas você nunca reclama. A gente se deita e você, automaticamente, vai passando seu braço grande pelo vãozinho do meu pescoço, enquanto o outro se fecha por cima do meu busto. É quase uma chave de braço de amor.

E você coloca sua perna pesada sob a minha minha, quase me esmagando. Se fosse qualquer outra criatura, pediria que ela logo tratasse de tirar tal peso de mim – mas do seu peso, eu gosto. É um amor masoquista. Quero suas pernas pesadas esmagando as minhas. E, se você dá bobeira, tranço logo meus pés nos seus. A gente se contorce pra achar um jeito da trança não limitar totalmente nossos movimentos. Passo meu pé, que perto do seu fica tão pequeno, por entre seus calcanhares e o ninho está feito.

E você então encaixa seu rosto na minha nuca. E respira. E o ar quente vai aquecendo ainda mais o meu corpo, que, a essa altura, já não sabe mais o que é o frio. E sua respiração alta é quase como um sonífero. É o extremo do aconchego, me mostrando que você está realmente ali.

Eu amo até o ar que sai de você.

Cada centímetro do meu corpo venera cada centímetro do seu. Dali, friagem nenhuma se aproxima. E eu me recuso a pensar que aquilo não é amor. Talvez o amor que as pessoas busquem tanto, esteja nos micro-prazeres escondidos por trás das delicadezas da vida e do encaixe das conchinhas. E aí tenho certeza que naquele momento, a energia que borbulha dos nossos corpos colados nada mais é do que o amor transbordando.

Me esforço pra continuar acordada, sentindo cada segundo daquilo que me completa, que me faz bem. É como celular na tomada recarregando a bateria. Mas, o injusto da conchinha é que ela alcança um nível tão alto de conforto, que já não é mais possível manter os olhos abertos. Naquele estágio entre a consciência e o sono profundo, penso pela última vez no dia que gosto profundamente de você. E ouvindo a sua respiração igualmente profunda, sintonizo a minha com a sua, e adormeço.